26 de mar. de 2011
20 de jan. de 2011
Repaginada
Depois de tanto tempo sem postar nada, resolvi dar uma repaginada no blog, e em breve estarei voltando a pelomenos 1 postagem por mês como no início.
Ideas e reflexões não faltam...apenas o tempo para exprimi-las é que se mantem pequeno, curto, ínfimo. As responsabilidades da "vida adulta", "responsável" , "socialmente aceita" juntamente com carga de trabalho diária nos colocam na usual rotina do trabalhador: de casa para o trabalho, do trabalho para casa( meu amigo Marx que o diga!). E isso gera menos contemplação, menos pensar, menos mudar, menos criar. Por exemplo, tenho trabalho pendente exatamente neste momento, e estou optando por escrever aqui. Todos temos escolhas, e pagamos um preço por nossas escolhas. E manter este ritmo de vida é um erro crasso, um caminhar por uma estrada sem espinhos, nem flores. É o avesso a tudo que acredito, a solidificação da vida, em oposição a nossa sociedade pós-moderna tão líquida, volúvel e inconsistente.
Espero furar-me e deliciar-me com as flores e os espinhos, do caminho que volto a trilhar, o meu caminho.
O caminho da reflexão e do pensamento.
Ideas e reflexões não faltam...apenas o tempo para exprimi-las é que se mantem pequeno, curto, ínfimo. As responsabilidades da "vida adulta", "responsável" , "socialmente aceita" juntamente com carga de trabalho diária nos colocam na usual rotina do trabalhador: de casa para o trabalho, do trabalho para casa( meu amigo Marx que o diga!). E isso gera menos contemplação, menos pensar, menos mudar, menos criar. Por exemplo, tenho trabalho pendente exatamente neste momento, e estou optando por escrever aqui. Todos temos escolhas, e pagamos um preço por nossas escolhas. E manter este ritmo de vida é um erro crasso, um caminhar por uma estrada sem espinhos, nem flores. É o avesso a tudo que acredito, a solidificação da vida, em oposição a nossa sociedade pós-moderna tão líquida, volúvel e inconsistente.
Espero furar-me e deliciar-me com as flores e os espinhos, do caminho que volto a trilhar, o meu caminho.
O caminho da reflexão e do pensamento.
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1 de ago. de 2010
Do fundo do baú
Achei um pequeno textomeu , no fundo do baú, sobre uma transcrição que me foi enviada a tempos.
"Retrata, puramente, o equilíbrio entre o pensar e o agir...quando se pensa demais, não há ação, e quando se age demais, não se mede as consequencias. A vida é tanto pensar, quanto agir, o problema é a dosagem de cada ingrediente. O mesmo vale ao possuir. Mas já o sentir, pessoalmente, me cai em outra opinião. O sofrer, o chorar, o amar...todos são sentimentos, faces, de um uno...que é o ente. Nos somos, a medida que sentimos. O sentir é a essencia da vida material, finita, artística e intensa. Sem amar, sem sofrer, a vida não tem razão. Ser verdadeiramente sábio, apenas é constatar que a vida é feita para ser vivida, da forma como é...sendo inegavel a necessidade do sofrimento, para dar medida a sua antígona parceira, a alegria. O paradoxo é apenas superficial. Odiar e Amar, Dor e Prazer, Alegria e Tristeza, só tem sua justa medida quando se contrapõem. A medida do sentimento é o próprio sentimento...vejo ele como algo uno, circular, esférico, contido em si, num invólucro individual chamado ser. E assim, nascemos, somos, seremos, e enfim, morreremos."
"Retrata, puramente, o equilíbrio entre o pensar e o agir...quando se pensa demais, não há ação, e quando se age demais, não se mede as consequencias. A vida é tanto pensar, quanto agir, o problema é a dosagem de cada ingrediente. O mesmo vale ao possuir. Mas já o sentir, pessoalmente, me cai em outra opinião. O sofrer, o chorar, o amar...todos são sentimentos, faces, de um uno...que é o ente. Nos somos, a medida que sentimos. O sentir é a essencia da vida material, finita, artística e intensa. Sem amar, sem sofrer, a vida não tem razão. Ser verdadeiramente sábio, apenas é constatar que a vida é feita para ser vivida, da forma como é...sendo inegavel a necessidade do sofrimento, para dar medida a sua antígona parceira, a alegria. O paradoxo é apenas superficial. Odiar e Amar, Dor e Prazer, Alegria e Tristeza, só tem sua justa medida quando se contrapõem. A medida do sentimento é o próprio sentimento...vejo ele como algo uno, circular, esférico, contido em si, num invólucro individual chamado ser. E assim, nascemos, somos, seremos, e enfim, morreremos."
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17 de fev. de 2010
29 de ago. de 2009
音樂

"在音樂創建一種樂趣人性離不開。" (孔子)
"A música gera um tipo de prazer que a natureza humana não pode prescindir." (Confúcio)
A música é a mais subjetiva e efêmera, imediata, das belas artes. Sua manifestação, é , em uma só palavra, etérea . O que a leva a ser elevada como prazer necessário a humanidade? Se tem esse caracter imaterial e efêmero. Pelas vias de fato, não vejo resposta a esta pergunta. Mas há outro proverbio chinês, também de confúcio, que talvez elucide algo:
“更重要比知道答案,是要了解的問題。” (孔子)
"Mais importante que saber as respostas, é compreender as perguntas." (Confúcio)
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5 de mai. de 2009
Sobre...contemplar
Contemplar...como me agrada! a magia dos pensamentos...sendo transados, pensados, vividos, corridos, através dos caminhos da mente. O simples refletir... recriar , arquitetar, raciocinar.
Contemplo o mundo... da forma mais pura...a lua, o sol, a grama... os pequenos animais, diúrnos, noturnos... contemplo a vida, o efêmero , o intenso, e o tranquilo, o pacífico e o aterrorizante. O cêu, com suas milhares de estrelas.
Contemplo...a mim mesmo, os atos, pensamentos, criações , medos , infantilidades , amores .
E sigo...e seguirei, na minha única ligação com o mundo. O ato de contemplar
14 de mar. de 2009
Sobre a falta de tempo (viva a sexta-feira)

A falta de tempo. Sempre falta tempo...nunca há suficiente para se fazer tudo.As vezes passa e não se acaba fazendo nada.Porque essa pressão tão grande...essa pressa tão intensa.
Dizei, os sábios contemporâneos, magnatas do capitalismo, barões do petróleo e gente afim, graduada, "entendida" , "vencedores", que o tempo tem que ser administrado. Mas afinal... como se administra o tempo? como falta tempo?
Honestamente falando, o tempo é fluxo...contínuo, pelo menos no macrocosmo que vivemos, sem velocidades da luz por enquanto aqui.E o que sofremos não é a falta dele, nem a má administração do mesmo. Sofremos com o excesso de atividades, com a incrível quantidade de trabalho dispensável e estúpido que despendemos como meras engrenagens na vida cotidiana. O tempo se esvai com futilidades.
E nem só de futilidades se vive a vida. Na realidade, nessa rotina insana, moderna, depressa...nem dá tempo para as futilidades...a "nova modernidade" chegou com sua velocidade acelerada e nos leva só no arrasto.
Mas como ninguém é pago para pensar, refletir ou criar de forma sincera...vamos rodando as engrenagens desse mundo mundano, sem graça, fútil e inútil, vil e execrável com nosso precioso tempo dizendo.....até o fim de semana.
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3 de fev. de 2009
Sobre a propriedade intelectual (pirataria)
E, hoje, leio algo na Wikipédia que me chama a atenção
"Os críticos temem que blogs não respeitam o copyright ou tenham credibilidade como fonte de notícia à sociedade"
E ai que me ocorreu a ideia de falar sobre a propriedade privada e mais especificamente, da propriedade intelectual.
É de conhecimento quase geral que o "copyright" (literalmente, direito de cópia) "protege" uma obra, seja ela de qual âmbito for, de possíveis plágios e cópias não autorizadas, e são autorizadas mediante os famosos royalties (dinheiro pago pelo uso de "produto" alheio mediante autorização).É a criação comercializada como produto de gôndola. Quase toda a obra cultural humana pode ser submetida ao copyright, músicas, filmes, livros, artigos científicos...todo o tipo de produção intelectual.
Feita essa introdução, vamos ao seu oposto. Usando como fonte a wikipedia, o copyleft é, em oposição ao copyright, resumidamente liberar o uso, manipulação, alteração, e/ou veiculação da produção intelectual.E a intenção é das melhores, deixar livre a outras pessoas que acrescentem a uma obra mais algum valor ou melhoria.
Agora, levando em conta nossos antagônicos copy "left" e "right", vemos que o "dono" de uma obra apenas o é por te-la criado. E é dono de algo virtual, inexistente no mundo físico, no máximo como um CD , DVD (ou blue-ray, mas os mais high-techs) ou uma folha de papel escrita com tinta vagabunda. O abstrato é a obra em sí, e não seu meio físico, logo restringir uma cópia de um CD de música é algo estúpido, pois está se copiando a mídia, e não plagiando a criação de alguém... do ponto de vista de mercado, apenas está fazendo uma gravadora/estúdio de cinema/etc mais pobre do que já estão com a internet hoje em dia.O autor nunca recebe os royalties em sua totalidade ou sequer recebe-os.
E agora chegamos no clímax de hoje: A pirataria
A pirataria tradicional existe a muitos séculos...desde que o homem navegou nos mares, rios e oceanos. Há texto antigos fazendo referencia a piratas chineses no século 5 a.c. que atacavam embarcações mundo afora...da mesma forma que os somalis estavam fazendo até poucos meses atrás.E com a popularização da internet, a pirataria digital também entrou no páreo. Pode se olhar que se está destruindo o mercado...e blah blah blah, mas se faz arte antes dela virar mercadoria, um problema corrente hoje.A propósito, pode-se substituir 'arte" por obra intelectual em qualquer parte deste texto, já que neste caso gozam de mesmo princípio. O problema dos direitos sobre uma propriedade é o fato dela se tornar mercadoria. Um artigo científico, uma música, não são mercadorias, mas são comercializadas como tal. Um músico não cria uma música BOA, DE QUALIDADE , E COM ESSÊNCIA, pensado em vende-la. Pode sim, criar músicas com uma intenção especifica, mas se for apenas um produto, deixa de ser arte.Assim como um cientista faz uma descoberta, escreve um artigo, com o fim de esclarecer o mundo com relação a seu assunto de pauta, e não para vender a patente de uma descoberta para uma empresa.
Certos conhecimentos deveriam ser de uso-fruto comum, e se possível, melhorado pela comunidade global. Essa é a ideia por trás da Wikipédia, de softwares livre como o firefox (browser da internet) e de todo o tipo criação que se veicula pelo meio eletrônico através do copyleft. A cultura democratizada, o acesso a mesma, é a essencia dos piratas virtuais hoje.
E quem nunca baixou um mp3, que atire a primeira pedra, ou me empreste sua mansão para uma festa, porque haja dinheiro.
"Os críticos temem que blogs não respeitam o copyright ou tenham credibilidade como fonte de notícia à sociedade"
E ai que me ocorreu a ideia de falar sobre a propriedade privada e mais especificamente, da propriedade intelectual.
É de conhecimento quase geral que o "copyright" (literalmente, direito de cópia) "protege" uma obra, seja ela de qual âmbito for, de possíveis plágios e cópias não autorizadas, e são autorizadas mediante os famosos royalties (dinheiro pago pelo uso de "produto" alheio mediante autorização).É a criação comercializada como produto de gôndola. Quase toda a obra cultural humana pode ser submetida ao copyright, músicas, filmes, livros, artigos científicos...todo o tipo de produção intelectual.
Feita essa introdução, vamos ao seu oposto. Usando como fonte a wikipedia, o copyleft é, em oposição ao copyright, resumidamente liberar o uso, manipulação, alteração, e/ou veiculação da produção intelectual.E a intenção é das melhores, deixar livre a outras pessoas que acrescentem a uma obra mais algum valor ou melhoria.
Agora, levando em conta nossos antagônicos copy "left" e "right", vemos que o "dono" de uma obra apenas o é por te-la criado. E é dono de algo virtual, inexistente no mundo físico, no máximo como um CD , DVD (ou blue-ray, mas os mais high-techs) ou uma folha de papel escrita com tinta vagabunda. O abstrato é a obra em sí, e não seu meio físico, logo restringir uma cópia de um CD de música é algo estúpido, pois está se copiando a mídia, e não plagiando a criação de alguém... do ponto de vista de mercado, apenas está fazendo uma gravadora/estúdio de cinema/etc mais pobre do que já estão com a internet hoje em dia.O autor nunca recebe os royalties em sua totalidade ou sequer recebe-os.
E agora chegamos no clímax de hoje: A pirataria
A pirataria tradicional existe a muitos séculos...desde que o homem navegou nos mares, rios e oceanos. Há texto antigos fazendo referencia a piratas chineses no século 5 a.c. que atacavam embarcações mundo afora...da mesma forma que os somalis estavam fazendo até poucos meses atrás.E com a popularização da internet, a pirataria digital também entrou no páreo. Pode se olhar que se está destruindo o mercado...e blah blah blah, mas se faz arte antes dela virar mercadoria, um problema corrente hoje.A propósito, pode-se substituir 'arte" por obra intelectual em qualquer parte deste texto, já que neste caso gozam de mesmo princípio. O problema dos direitos sobre uma propriedade é o fato dela se tornar mercadoria. Um artigo científico, uma música, não são mercadorias, mas são comercializadas como tal. Um músico não cria uma música BOA, DE QUALIDADE , E COM ESSÊNCIA, pensado em vende-la. Pode sim, criar músicas com uma intenção especifica, mas se for apenas um produto, deixa de ser arte.Assim como um cientista faz uma descoberta, escreve um artigo, com o fim de esclarecer o mundo com relação a seu assunto de pauta, e não para vender a patente de uma descoberta para uma empresa.
Certos conhecimentos deveriam ser de uso-fruto comum, e se possível, melhorado pela comunidade global. Essa é a ideia por trás da Wikipédia, de softwares livre como o firefox (browser da internet) e de todo o tipo criação que se veicula pelo meio eletrônico através do copyleft. A cultura democratizada, o acesso a mesma, é a essencia dos piratas virtuais hoje.
E quem nunca baixou um mp3, que atire a primeira pedra, ou me empreste sua mansão para uma festa, porque haja dinheiro.
11 de jan. de 2009
Sobre as relações afetivas ou A tragédia líquida
É incrível, a liquidez das relações nos dias de hoje. Em um instante, tudo flores, em outro, adeus. Essa é a forma de se relacionar do ser humano atual.
A ultra-individualização é, juntamente com a quantidade absurda de informação, a grande responsável por essas relações fúteis, superficiais, que se desfazem na mesma velocidade a qual se criam, quase que instantaneamente. E isso gera sofrimento, e com isso, o drama, o trágico.
Neste nosso mundo caótico (aspecto dionisíaco), nada mais natural que a ultra-individualização (este, um aspecto apolíneo) da nossa população e modo de vida. A vida, hoje, reproduz sem a beleza da arte, sem o coro dos sátiros, a tragédia grega. Uma tragédia sem essência, sem recheio, sem razão. Agimos, tolos, como atores e ao mesmo tempo expectadores da grande tragédia chamada vida. E a única redenção, é a morte, seja segundo o existencialismo (Sartre) , o Budo (código de honra japonês) ou qualquer outro tipo de corrente de pensamento que sirva à carapuça.
Devemos, nesta tragédia líquida, identificar quais os elementos que a compõe. As relações de poder socio-cultural e econômico, a individualização do ser, com a consequente indiferença crescente entre homens. A busca pela emoção forte, pela velocidade, pelo radical, pela intensidade, e cada vez mais distante fica a contemplação de nossa existência. Há uma busca incessante por sentimentos cada vez mais fortes...como uma droga em seu mais forte poder viciante, pedindo doses cada vez maiores.Nossos desejos por intensidade são assim como heroína, não basta mais apenas um pico. E, a contemplação, a admiração da existência, do mundo, do próprio amor que a cria, segue em baixa neste nosso século que começou. Sendo está, a essencia do coro sátiro.A ultra-individualização é, juntamente com a quantidade absurda de informação, a grande responsável por essas relações fúteis, superficiais, que se desfazem na mesma velocidade a qual se criam, quase que instantaneamente. E isso gera sofrimento, e com isso, o drama, o trágico.
Neste nosso mundo caótico (aspecto dionisíaco), nada mais natural que a ultra-individualização (este, um aspecto apolíneo) da nossa população e modo de vida. A vida, hoje, reproduz sem a beleza da arte, sem o coro dos sátiros, a tragédia grega. Uma tragédia sem essência, sem recheio, sem razão. Agimos, tolos, como atores e ao mesmo tempo expectadores da grande tragédia chamada vida. E a única redenção, é a morte, seja segundo o existencialismo (Sartre) , o Budo (código de honra japonês) ou qualquer outro tipo de corrente de pensamento que sirva à carapuça.
Vivemos uma tragédia grega, sem o mais importante na tragédia em sí...A união entre o coro e o público.
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Zygmunt Bauman
7 de jan. de 2009
Sobre o modo de vida e a pos-modernidade
A fumar um cigarro, a tomar uma cerveja às 00:54 de uma quarta-feira, me pego refletindo sobre um tema extremamente pertinente.
Como as pessoas, nossos contemporâneos deste período de transição entre a idade contemporânea e pós-moderna, são adeptos de extremos. Raros são os que se mantém vivendo nesta vida aproveitando-a, e não pondo a mesma em risco, em função de excessos, e não acho necessário cita-los.E , como outra face da moeda, há aqueles que não aproveitam a vida. Podemos chama-los de "certinhos" "caretas" ou qualquer adjetivo de cunho pejorativo para almofadinha. Ambos são frutos de certas características pós-modernas, como o ultra-individualismo , o medo generalizado e a liquidez das relações interpessoais.
Vejo certas atitudes necessárias perante a vida. Correr riscos, pensar mais coletivo, criar vínculos duradouros ou intensos, melhor ainda, ambos. Todas, atitudes escassas na sociedade hoje. As pessoas hoje vivem reclusas em suas moradias ou pior ainda vivem reclusas em um mundo de ilusões, de aparência, de sonhos lisérgicos. O medo atinge todas as esferas, vivemos na ditadura do medo. O medo do outro, o medo irracional que nosso semelhante, membro da nossa espécie, irmão perante muitas religiões, é deveras estúpido e nefasto. O medo das relações, pois elas hoje se dão de forma supérflua, superficial, não se quer deixar-se descobrir e descobrir o outro, onde sequer há espaço para uma paixão avassaladora, que cria certos excessos mas não em exagero, não a ponto de por vidas ou objetivos em risco. Medo esse, que gera paranóia coletiva, com a violência, com a rua, com o outro.
Outro ponto interessante desse nosso momento histórico atual é o trabalho. Com a dominação burguesa sobre a sociedade global, vivemos na cultura do consumo, e consequentemente aquele que não produz trabalho(no sentido marxista da palavra) é desvalorizado. As artes,de forma pura e até mesmo a ciência pura, foi posta em segundo plano. O importante é consumir bens, sejam necessários ou não. Até mesmo a arte, já decadente desde o fim da tragédia grega, se esmigalhou e se transformou em algo que Nietzsche nunca sonharia: Um produto e gôndola. O próprio homem teórico, hoje se torna homem capital, nossa sociedade passou de valores helênicos a alexandrinos a valores de burgos. A produção intelectual se tornou mercadoria fina, bem de luxo a uns poucos.
A tanto mais a se falar, a se bradar aos quatro ventos, sobre como nosso mundo é medíocre e retrógrado, mas será que ainda há "espíritos livres" , que me ouçam? Melhor ainda, que me entendam?
Como as pessoas, nossos contemporâneos deste período de transição entre a idade contemporânea e pós-moderna, são adeptos de extremos. Raros são os que se mantém vivendo nesta vida aproveitando-a, e não pondo a mesma em risco, em função de excessos, e não acho necessário cita-los.E , como outra face da moeda, há aqueles que não aproveitam a vida. Podemos chama-los de "certinhos" "caretas" ou qualquer adjetivo de cunho pejorativo para almofadinha. Ambos são frutos de certas características pós-modernas, como o ultra-individualismo , o medo generalizado e a liquidez das relações interpessoais.
Vejo certas atitudes necessárias perante a vida. Correr riscos, pensar mais coletivo, criar vínculos duradouros ou intensos, melhor ainda, ambos. Todas, atitudes escassas na sociedade hoje. As pessoas hoje vivem reclusas em suas moradias ou pior ainda vivem reclusas em um mundo de ilusões, de aparência, de sonhos lisérgicos. O medo atinge todas as esferas, vivemos na ditadura do medo. O medo do outro, o medo irracional que nosso semelhante, membro da nossa espécie, irmão perante muitas religiões, é deveras estúpido e nefasto. O medo das relações, pois elas hoje se dão de forma supérflua, superficial, não se quer deixar-se descobrir e descobrir o outro, onde sequer há espaço para uma paixão avassaladora, que cria certos excessos mas não em exagero, não a ponto de por vidas ou objetivos em risco. Medo esse, que gera paranóia coletiva, com a violência, com a rua, com o outro.
Outro ponto interessante desse nosso momento histórico atual é o trabalho. Com a dominação burguesa sobre a sociedade global, vivemos na cultura do consumo, e consequentemente aquele que não produz trabalho(no sentido marxista da palavra) é desvalorizado. As artes,de forma pura e até mesmo a ciência pura, foi posta em segundo plano. O importante é consumir bens, sejam necessários ou não. Até mesmo a arte, já decadente desde o fim da tragédia grega, se esmigalhou e se transformou em algo que Nietzsche nunca sonharia: Um produto e gôndola. O próprio homem teórico, hoje se torna homem capital, nossa sociedade passou de valores helênicos a alexandrinos a valores de burgos. A produção intelectual se tornou mercadoria fina, bem de luxo a uns poucos.
A tanto mais a se falar, a se bradar aos quatro ventos, sobre como nosso mundo é medíocre e retrógrado, mas será que ainda há "espíritos livres" , que me ouçam? Melhor ainda, que me entendam?
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24 de nov. de 2008
Sobre a cultura de massa
As vezes fico me questionando sobre tudo que faço, penso e crio. Não vejo respaldo para com minhas idéias e ideais, sou muito velho pros jovens e muito moderno(o termo correto seria pós-contemporâneo, mas fica mais inteligível moderno ) para os jovens.
Talvez porque não faço parte do que se chama "cultura de massa" ou "cultura popular tele-radiofônica". Acho toda a forma de expressão válida, e como artista procuro compreender a essência de toda música, só para contar um exemplo.Mas me vem um "tem que valer na cama, pro gozo vira lama" ou um "crew crew crew" e me quebra no meio. É nítido que o conteúdo sexual da música move montanhas, ainda mais em uma linguagem popular a qual é compreendida por todos, quase sem exceção. Agora, por que a banalização do sexo? Há formas de expressão popular muito mais legítimas do que apenas cantar ou "rimar" uma verborragia esdruxula ao sexo, como os sambas de Cartola, Noel Rosa , Ismael Silva, ou os poemas de vinicius, carregados de sexualidade em sua segunda fase, mais "popular".
Posso até fazer o discurso de que é a expressão do povo, e blah blah blah, mas não é. O povo não se expressa. O indivíduo que se expressa e posso assegurar que se ouve (ele) por falta de opção. As músicas desses "artistas" são exatamente como um absorvente, descartavel. As ouvimos pelos carros de som nas ruas (que em nada se assemelham aos Sound Systems jamaicanos, verdadeiros propagadores de cultura e música), e em questão de dois ou três meses, já não ouvimos mais, já foram substituídas por outras de igual vazio músical.
O famoso jabá, é o responsável por essa massificação e planificação cultural. Se o povo tivesse acesso, não ouviria cartola? ou vinicius? ou até mesmo sinatra? ou outros artistas novos, como eu, que se esforçam para criar músicas audíveis e de qualidade?
Eu estou cansado dessa cultura do sexo, da violência, do medo e da opressão. O artista do funk, tem muito mais a falar do que a ladainha sexual ou apológica ao tráfico. O pagodeiro pode muito bem falar de amor, mas sem usar os cliches mais velhos ou simples do mundo da música. Se ele tem dinheiro pra um pandeiro ou um repique, pode comprar um dicionário de rimas. O rapper, pode juntar ambos os argumentos anteriores, o tema e a forma.
Afinal, falta a "aculturação" do povo em sua própria cultura, tão rica e cheia de sabores, que é nosso querido Brasil. A cultura do Brasil é estrangeira ao seus donos mais legítimos, os próprios brasileiros.
Como são pobres os brasileiros, pobres de sua cultura.
Talvez porque não faço parte do que se chama "cultura de massa" ou "cultura popular tele-radiofônica". Acho toda a forma de expressão válida, e como artista procuro compreender a essência de toda música, só para contar um exemplo.Mas me vem um "tem que valer na cama, pro gozo vira lama" ou um "crew crew crew" e me quebra no meio. É nítido que o conteúdo sexual da música move montanhas, ainda mais em uma linguagem popular a qual é compreendida por todos, quase sem exceção. Agora, por que a banalização do sexo? Há formas de expressão popular muito mais legítimas do que apenas cantar ou "rimar" uma verborragia esdruxula ao sexo, como os sambas de Cartola, Noel Rosa , Ismael Silva, ou os poemas de vinicius, carregados de sexualidade em sua segunda fase, mais "popular".
Posso até fazer o discurso de que é a expressão do povo, e blah blah blah, mas não é. O povo não se expressa. O indivíduo que se expressa e posso assegurar que se ouve (ele) por falta de opção. As músicas desses "artistas" são exatamente como um absorvente, descartavel. As ouvimos pelos carros de som nas ruas (que em nada se assemelham aos Sound Systems jamaicanos, verdadeiros propagadores de cultura e música), e em questão de dois ou três meses, já não ouvimos mais, já foram substituídas por outras de igual vazio músical.
O famoso jabá, é o responsável por essa massificação e planificação cultural. Se o povo tivesse acesso, não ouviria cartola? ou vinicius? ou até mesmo sinatra? ou outros artistas novos, como eu, que se esforçam para criar músicas audíveis e de qualidade?
Eu estou cansado dessa cultura do sexo, da violência, do medo e da opressão. O artista do funk, tem muito mais a falar do que a ladainha sexual ou apológica ao tráfico. O pagodeiro pode muito bem falar de amor, mas sem usar os cliches mais velhos ou simples do mundo da música. Se ele tem dinheiro pra um pandeiro ou um repique, pode comprar um dicionário de rimas. O rapper, pode juntar ambos os argumentos anteriores, o tema e a forma.
Afinal, falta a "aculturação" do povo em sua própria cultura, tão rica e cheia de sabores, que é nosso querido Brasil. A cultura do Brasil é estrangeira ao seus donos mais legítimos, os próprios brasileiros.
Como são pobres os brasileiros, pobres de sua cultura.
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19 de nov. de 2008
Novo Blog
Criei um blog novo, especialmente para postar algumas poesias e músicas.
No meio a ideia (nomeioaideia.blogspot.com)
A medida que for achando, escrevendo e criando, vou postando.
No meio a ideia (nomeioaideia.blogspot.com)
A medida que for achando, escrevendo e criando, vou postando.
Sobre o Artista
Seria muita pretensão falar de algo que se tenta ser?
O artista é o transformador...o codificador...aquele que passa sua mensagem através de uma expressão estética que provoque uma reação emocional no observador,no público, no outro.
A natureza da reação, bem como sua proporção e direção, não cabe ao artista nem a obra de arte em-si, apenas ao observador. Agora, de que forma é possivel que ocorra essa reação? Quais os mecanismos estéticos que o artista utiliza para provocar a reação?Ou melhor, como dar forma a mensagem, como delimitar o significado do belo, e por consequencia, parte da reação do outro?
Há várias formas de criar, em buscar o belo, não no sentido usual, mas no sentido estético da palavra. Tem aqueles que buscam algo que agrade os sentidos, os que buscam o choque do mesmo, outros que buscam uma reação específica. Mas tudo parte do mesmo lugar, do próprio artista.
E, afinal, a pergunta surge... não o que é o artista, mas sim quem. Pois a obra de arte, mesmo pertencente a um grupo ou apenas a um indivíduo, é a soma da intenção juntamento com todo o experiência adquirida no decorrer de sua vida. E por experiência, me refiro a todo e qualquer fato, ato, posição ou qualquer coisa que possa influenciar de algum modo, por qualquer que seja, o âmago de um ser. A própria observação, pode desencadear o processo criativo. E é baseado nisso, em outras palavras em sí mesmo...que surge o artista.Pois toda arte é amor, amor-próprio.
O artista é o transformador...o codificador...aquele que passa sua mensagem através de uma expressão estética que provoque uma reação emocional no observador,no público, no outro.
A natureza da reação, bem como sua proporção e direção, não cabe ao artista nem a obra de arte em-si, apenas ao observador. Agora, de que forma é possivel que ocorra essa reação? Quais os mecanismos estéticos que o artista utiliza para provocar a reação?Ou melhor, como dar forma a mensagem, como delimitar o significado do belo, e por consequencia, parte da reação do outro?
Há várias formas de criar, em buscar o belo, não no sentido usual, mas no sentido estético da palavra. Tem aqueles que buscam algo que agrade os sentidos, os que buscam o choque do mesmo, outros que buscam uma reação específica. Mas tudo parte do mesmo lugar, do próprio artista.
E, afinal, a pergunta surge... não o que é o artista, mas sim quem. Pois a obra de arte, mesmo pertencente a um grupo ou apenas a um indivíduo, é a soma da intenção juntamento com todo o experiência adquirida no decorrer de sua vida. E por experiência, me refiro a todo e qualquer fato, ato, posição ou qualquer coisa que possa influenciar de algum modo, por qualquer que seja, o âmago de um ser. A própria observação, pode desencadear o processo criativo. E é baseado nisso, em outras palavras em sí mesmo...que surge o artista.Pois toda arte é amor, amor-próprio.
26 de set. de 2008
Sobre a Independência (Pessoal)
Agora, pretendo discorrer sobre a independência pessoal.
Primeiramente, é preciso definir em que consiste esse pessoal.No momento, vou excluir a parte material, como morar sozinho, ter seu dinheiro e etc.
Falo de independência Emocional.
As emoções, são , juntamente com nosso lado racional, o motor humano de ações.Porêm, nossa emoções dependem de fatores externos, fatos que ocorrem fora do nosso controle, pensamentos que surgem sem nosso consentimento.Consequentemente, nossas ações dependem deste misto de racionalização e emoção.E até que ponto podemos-nos ver livres do domínio externo em relação a emoções?É possivel ser independente emocionalmente?
Eu, pessoalmente, não creio nisso.O único ser que me vem a mente quando penso nisso, seria um hermitão, um sábio.Aquele que vive sozinho, sem contato com nenhum outro ser. O que, técnicamente, é praticamente impossivel.
Mas há um certo grau de independência que efetivamente é possivel atingir.A indiferença é um caminho, indiferença a certas ações, emoções, ao externo.Mas a reação mais natural do ser humano é justamente a negação, o que torna a indiferença um caminho racional, logo, nossa emoção ainda é o motor da negação e consequentemente nos prende aos fatores externos.
Ou será uma lógica muito dura? emocionalmente não sei...
Primeiramente, é preciso definir em que consiste esse pessoal.No momento, vou excluir a parte material, como morar sozinho, ter seu dinheiro e etc.
Falo de independência Emocional.
As emoções, são , juntamente com nosso lado racional, o motor humano de ações.Porêm, nossa emoções dependem de fatores externos, fatos que ocorrem fora do nosso controle, pensamentos que surgem sem nosso consentimento.Consequentemente, nossas ações dependem deste misto de racionalização e emoção.E até que ponto podemos-nos ver livres do domínio externo em relação a emoções?É possivel ser independente emocionalmente?
Eu, pessoalmente, não creio nisso.O único ser que me vem a mente quando penso nisso, seria um hermitão, um sábio.Aquele que vive sozinho, sem contato com nenhum outro ser. O que, técnicamente, é praticamente impossivel.
Mas há um certo grau de independência que efetivamente é possivel atingir.A indiferença é um caminho, indiferença a certas ações, emoções, ao externo.Mas a reação mais natural do ser humano é justamente a negação, o que torna a indiferença um caminho racional, logo, nossa emoção ainda é o motor da negação e consequentemente nos prende aos fatores externos.
Ou será uma lógica muito dura? emocionalmente não sei...
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31 de ago. de 2008
Sobre a independencia(capital)
Ando a pensar sobre a independência... focando em dois pontos diferentes, o primeiro em relação ao capital, e um segundo focado na independência emocional e pessoal.A segunda não cabe muito bem aqui, pois então ficarei fixo a minhas ideias marxistas sobre capital.
O dinheiro tem uma história longa, em relação a vida humana em sociedade, desde os tempos das moedas de troca(vinho por um casaco, como exemplo dado em "História da riqueza do homem, de Leo Hubberman").A consequente criação de uma "moeda" de troca, onde tudo fica "padronizado" em valores baseados nesse papel, sem dúvida foi um avanço fantástico, economicamente falando.O problema se criou tanto no mercantilismo(época que começou a brotar os economistas e teorias económicas) quanto nas revoluções posteriores.Basicamente Karl Marx , em sua obra "O Capital" fala especificamente desse problema em relação ao dinheiro, no caso o lucro.Marx demonstra o seguinte:
1-O lucro aumenta a medida que o mercado aumenta
2-O mercado é definido pelos salários do proletariado
3-O lucro diminui a medida que se aumenta o salário
Ai está, basicamente , o problema do capitalismo, que entra em crises pois a valorização da moeda é instável, assim como os mercados consumidores, em função da produção e do investimento bancário.E que me venham chamar de comunista, não o sou, na minha opinião, a Rússia apenas não deu "certo", pois priorizaram os bens errados, a pressa foi a inimiga da revolução, juntamente com a ditadura do governo.A Rússia não se tornou comunista, e sim criou um população de proletários e um governo burguês, que detém todo o capital.E como o homem não é nem bom nem mal, pois pendemos para os dois lados, a corrupção é fato.Não há comunismo de verdade no mundo hoje.
A única forma a meu ver para a independência humana do capital é , exatamente como o comunismo de Marx sugere, a planificação da economia, porem está mesma só é possível após o completo amadurecimento da industria e do comércio internacional de todo o planeta.Assim há o suficiente de meio para subsistência da população humana, alem de tecnologia e acesso a mesma.Porem, a ultra-individualidade, tão presente neste nosso período moderno-quase-pós-moderno, herança de nosso ancestrais capitalistas, há de tentar impedir por décadas, ou mesmo séculos, até que seja possível essa mudança.Concordo com Marx. que a mudança apenas ocorre através da revolução.Não vou detalhar o processo revolucionário, pois Marx já o fez, nem dizer como seria a sociedade planificada pelo mesmo motivo.O socialismo é realmente plausível até mesmo pela experiência russa e Cubana em alguns pontos sociais e de desenvolvimento.
Mas deixo aqui a minha triste visão sobre o assunto.
É provável que nos matemos-nos uns aos outros, pelo dinheiro e pelo lucro, antes que consigamos atingir esse estado.
O dinheiro tem uma história longa, em relação a vida humana em sociedade, desde os tempos das moedas de troca(vinho por um casaco, como exemplo dado em "História da riqueza do homem, de Leo Hubberman").A consequente criação de uma "moeda" de troca, onde tudo fica "padronizado" em valores baseados nesse papel, sem dúvida foi um avanço fantástico, economicamente falando.O problema se criou tanto no mercantilismo(época que começou a brotar os economistas e teorias económicas) quanto nas revoluções posteriores.Basicamente Karl Marx , em sua obra "O Capital" fala especificamente desse problema em relação ao dinheiro, no caso o lucro.Marx demonstra o seguinte:
1-O lucro aumenta a medida que o mercado aumenta
2-O mercado é definido pelos salários do proletariado
3-O lucro diminui a medida que se aumenta o salário
Ai está, basicamente , o problema do capitalismo, que entra em crises pois a valorização da moeda é instável, assim como os mercados consumidores, em função da produção e do investimento bancário.E que me venham chamar de comunista, não o sou, na minha opinião, a Rússia apenas não deu "certo", pois priorizaram os bens errados, a pressa foi a inimiga da revolução, juntamente com a ditadura do governo.A Rússia não se tornou comunista, e sim criou um população de proletários e um governo burguês, que detém todo o capital.E como o homem não é nem bom nem mal, pois pendemos para os dois lados, a corrupção é fato.Não há comunismo de verdade no mundo hoje.
A única forma a meu ver para a independência humana do capital é , exatamente como o comunismo de Marx sugere, a planificação da economia, porem está mesma só é possível após o completo amadurecimento da industria e do comércio internacional de todo o planeta.Assim há o suficiente de meio para subsistência da população humana, alem de tecnologia e acesso a mesma.Porem, a ultra-individualidade, tão presente neste nosso período moderno-quase-pós-moderno, herança de nosso ancestrais capitalistas, há de tentar impedir por décadas, ou mesmo séculos, até que seja possível essa mudança.Concordo com Marx. que a mudança apenas ocorre através da revolução.Não vou detalhar o processo revolucionário, pois Marx já o fez, nem dizer como seria a sociedade planificada pelo mesmo motivo.O socialismo é realmente plausível até mesmo pela experiência russa e Cubana em alguns pontos sociais e de desenvolvimento.
Mas deixo aqui a minha triste visão sobre o assunto.
É provável que nos matemos-nos uns aos outros, pelo dinheiro e pelo lucro, antes que consigamos atingir esse estado.
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5 de ago. de 2008
Um poema
Deixo aqui um pequeno poema que fiz a alguns dias atrás.
E quem sabe?
Se atiro no alvo
Ou acerto em baixo
Se tenho esperança
Ou jogo a toalha
Se faz sol
Ou chuva
Se busco a resposta
Ou fico na dúvida
Sem saber de nada
E quem sabe?
Se agarra
Ou larga de mão
Se vai ser inverno
Ou será verão
Se é pra fazer
Ou se arrepender
Se é pra ir
Ou se esconder
Sem saber de nada
E quem sabe?
O dia de amanhã
Se acordo cedo
Ou durmo direto
O que aguarda o coração
Ou a certeza da decisão
Eu não sei de nada
E quem sabe?
Se me caso
Ou compro uma bicicleta
Se me caso
Ou compro uma bicicleta
E quem sabe?
Se atiro no alvo
Ou acerto em baixo
Se tenho esperança
Ou jogo a toalha
Se faz sol
Ou chuva
Se busco a resposta
Ou fico na dúvida
Sem saber de nada
E quem sabe?
Se agarra
Ou larga de mão
Se vai ser inverno
Ou será verão
Se é pra fazer
Ou se arrepender
Se é pra ir
Ou se esconder
Sem saber de nada
E quem sabe?
O dia de amanhã
Se acordo cedo
Ou durmo direto
O que aguarda o coração
Ou a certeza da decisão
Eu não sei de nada
E quem sabe?
Se me caso
Ou compro uma bicicleta
Se me caso
Ou compro uma bicicleta
1 de ago. de 2008
Sobre a Saudade
E a saudade? o que é a saudade?
Nada mais é do que a ausência de um fato, ação ou pensamento.
Saudade dos bons tempos, saudades de alguém, saudade da infância.
Agora a saudade é muito mais que isso.Há um mix de sentimentos muito grande dentro do que se chama saudade.Há o sentimento de vazio, que algo falta ser preenchido, ou uma memória que nós trouxe algum prazer ou emoção intensa que nos dá vontade de revive-lo novamente.
Reviver seria a palavra chave para a saudade.A saudade nada mais é que a vontade do novamente.
Novamente, e novamente e novamente, quanto mais saudade mais vontade de reviver as sensações ocorridas no momento passado.
E como dizia nosso querido poetinha:
"Chega de saudade, a realidade é que, sem ela não há paz"
Vinicius de Moraes, Chega de Saudade
Nada mais é do que a ausência de um fato, ação ou pensamento.
Saudade dos bons tempos, saudades de alguém, saudade da infância.
Agora a saudade é muito mais que isso.Há um mix de sentimentos muito grande dentro do que se chama saudade.Há o sentimento de vazio, que algo falta ser preenchido, ou uma memória que nós trouxe algum prazer ou emoção intensa que nos dá vontade de revive-lo novamente.
Reviver seria a palavra chave para a saudade.A saudade nada mais é que a vontade do novamente.
Novamente, e novamente e novamente, quanto mais saudade mais vontade de reviver as sensações ocorridas no momento passado.
E como dizia nosso querido poetinha:
"Chega de saudade, a realidade é que, sem ela não há paz"
Vinicius de Moraes, Chega de Saudade
25 de mar. de 2008
Sobre o amor
Ah, o amor... algo tão intenso e misterioso, que palavras não descrevem com perfeição, mas um simples olhar já o demonstra.Se pode escrever o quanto quiser sobre o amor, e apenas os seres que já o provaram haverão de compreende-lo.Há um citação interessante sobre ele "O Amor é afim à transcendência;não senão outro nome para o impulso criativo e como tal carregado de riscos, pois o fim de uma criação nunca é certo" (Zygmunt Bauman; Amor Líquido, pág 21). Tantos artistas escrevem, pintam, cantam, criam sobre ele, uns de forma mais frugal, outros levianamente, alem dos profundos e dos medíocres.Mas todos giram em torno do impulso criativo.
Uma cena clássica.O Rapaz escreve poemas a amada, seja ela idealizada, ou real.
Esse impulso criativo, pode vir-a-ser por exemplo um filho, ou manifestar-se como uma música, um quadro, um soneto.O ato de criar é em si um ato de amor.
A benevolência(bem-querer) é uma das principais características do amor.Ninguém haveria de querer mal a uma criação sua, pois assim quer mal a parte de si mesmo; e incluo em criações, o sentimento "amor" e o "paixão" , que são sentimentos individuais criados por um individuo, já que a reciprocidade do amor nem sempre (ou diria quase sempre) está presente.
Há infindáveis formas de amor.O amor doente, possessivo, o amor paternal e maternal, o fraternal, a um amigo ou pessoa próxima, o amor carnal, envolto de desejo e o amor desinteressado, leve, onde a benevolência e a atenção são marcas registradas
Esse é o amor mais puro, que eu como ser humano, conheço neste momento.
O amor em si, como sentimento, é um grande propulsor de ações, ele é a força motriz de toda a revolução, de toda a mudança que este mundo um dia há de passar.E não há sensação mais maravilhosa do que amar e ser amado.Mas não devemos confundir amor com felicidade... já que são coisas complementares, porém diferentes em seu âmago.O amor é nutrido a algo, é direcionado tanto pra fora quanto pra dentro de um ser, melhor, é direcionado de dentro pra fora do ser, mesmo que o amor nutrido seja o amor-próprio, que é amar sua própria imagem, algo que está "fora" do nosso ser, já que, como imagem é apenas uma projeção.
Há tanto mais a dizer sobre o amor, mas as palavras nunca serão suficientes.Nem qualquer outra forma de expressão, senão a própria ação do ser que ama ao ser amado.
Uma cena clássica.O Rapaz escreve poemas a amada, seja ela idealizada, ou real.
Esse impulso criativo, pode vir-a-ser por exemplo um filho, ou manifestar-se como uma música, um quadro, um soneto.O ato de criar é em si um ato de amor.
A benevolência(bem-querer) é uma das principais características do amor.Ninguém haveria de querer mal a uma criação sua, pois assim quer mal a parte de si mesmo; e incluo em criações, o sentimento "amor" e o "paixão" , que são sentimentos individuais criados por um individuo, já que a reciprocidade do amor nem sempre (ou diria quase sempre) está presente.
Há infindáveis formas de amor.O amor doente, possessivo, o amor paternal e maternal, o fraternal, a um amigo ou pessoa próxima, o amor carnal, envolto de desejo e o amor desinteressado, leve, onde a benevolência e a atenção são marcas registradas
Esse é o amor mais puro, que eu como ser humano, conheço neste momento.
O amor em si, como sentimento, é um grande propulsor de ações, ele é a força motriz de toda a revolução, de toda a mudança que este mundo um dia há de passar.E não há sensação mais maravilhosa do que amar e ser amado.Mas não devemos confundir amor com felicidade... já que são coisas complementares, porém diferentes em seu âmago.O amor é nutrido a algo, é direcionado tanto pra fora quanto pra dentro de um ser, melhor, é direcionado de dentro pra fora do ser, mesmo que o amor nutrido seja o amor-próprio, que é amar sua própria imagem, algo que está "fora" do nosso ser, já que, como imagem é apenas uma projeção.
Há tanto mais a dizer sobre o amor, mas as palavras nunca serão suficientes.Nem qualquer outra forma de expressão, senão a própria ação do ser que ama ao ser amado.
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1 de mar. de 2008
A Loucura (estado alterado de consciência)
Algo que me encanta é a loucura.A loucura pura, a impulsividade, imprevisibilidade, a ilógica de um louco.A "ordem" (aleatória, incompriensível) do caos.
Esse ser caótico, que aqui chamaremos de louco, apenas a efeito de ilustração, se apresenta de forma subliminar, muitas vezes em nós, seres humanos racionais.Em atitudes impulsivas, exageradas, ou em falta de auto-controle.
Auto-controle, segundo os padrões "socias", é não quebrar as barreiras socias, a "boa educação" criada para manter a sociedade unida, já que se não existissem o mínimo de regras sociais, nossa sociedade da forma como a conhecemos se exterminaria ou sequer existiria.
Esse "impulso" que chamaremos loucura, existe em cada um de nós, humanos, de forma mais ou menos presente em sintése com nosso instinto e nosso reflexo.Porem nossa conciência nos impede de sermos impulsivos, ou inconsequentes( há exceções =D ), para mantermos o convivio social e consequentemente nossa sobrevivência.
O louco, aquele dominado pela loucura, não mede suas palavras, não tem filtros.Não sente-se mal por falar o que pensa. Por pensar e ser napoleão, não apenas fingir, efetivar sua auto-imagem. O louco é aquele que não liga para o social, que é o que é e não é o que não é.(pegando um pouquinho de filosofía pré-socrática emprestado)
E justamente por esse fato, todos nós, em menor ou maior grau somos loucos, pois temos momentos de loucura, onde a sociedade, as regras, as normas morais, enraizada na nossa cultura, principalmente pela igreja católica, se vão e fica apenas o desejo e o ego.
Satisfazer os seus desejos, do ser superior(Consciência) ou do eu inferior (Ego) é nosso conceito ocidental de felicidade.
Mas a felicidade fica pra amanhã, caso eu me sinta feliz e possa pensar sobre isso.
fica pro próximo post.
Esse ser caótico, que aqui chamaremos de louco, apenas a efeito de ilustração, se apresenta de forma subliminar, muitas vezes em nós, seres humanos racionais.Em atitudes impulsivas, exageradas, ou em falta de auto-controle.
Auto-controle, segundo os padrões "socias", é não quebrar as barreiras socias, a "boa educação" criada para manter a sociedade unida, já que se não existissem o mínimo de regras sociais, nossa sociedade da forma como a conhecemos se exterminaria ou sequer existiria.
Esse "impulso" que chamaremos loucura, existe em cada um de nós, humanos, de forma mais ou menos presente em sintése com nosso instinto e nosso reflexo.Porem nossa conciência nos impede de sermos impulsivos, ou inconsequentes( há exceções =D ), para mantermos o convivio social e consequentemente nossa sobrevivência.
O louco, aquele dominado pela loucura, não mede suas palavras, não tem filtros.Não sente-se mal por falar o que pensa. Por pensar e ser napoleão, não apenas fingir, efetivar sua auto-imagem. O louco é aquele que não liga para o social, que é o que é e não é o que não é.(pegando um pouquinho de filosofía pré-socrática emprestado)
E justamente por esse fato, todos nós, em menor ou maior grau somos loucos, pois temos momentos de loucura, onde a sociedade, as regras, as normas morais, enraizada na nossa cultura, principalmente pela igreja católica, se vão e fica apenas o desejo e o ego.
Satisfazer os seus desejos, do ser superior(Consciência) ou do eu inferior (Ego) é nosso conceito ocidental de felicidade.
Mas a felicidade fica pra amanhã, caso eu me sinta feliz e possa pensar sobre isso.
fica pro próximo post.
25 de fev. de 2008
Sobre a Solidão
Eis um tema interessante de se refletir...
A solidão não é o estar sozinho, pois estar só pressupõe-se que não há mais ninguém em volta e geralmente é ou uma opção ou uma imposição.
Já estar na solidão implica um não-relacionamento, mesmo havendo outros em volta do solitário.Um solitário sozinho é um eremita em sua caverna de concreto.
Solidão... algo tão temido, muitas vezes evitado a todo custo, mas que sempre persegue o ser pensante, nesse nosso momento histórico.A grande sina dos poetas que falam do amor.Me recorde da música "Triste" que começa assim, "Triste é viver na solidão"
Me questiono porque a solidão e a tristeza andam quase sempre lado a lado.Como irmãos.
A solidão faz pensar, dói na alma, faz sofrer, e isso gera tristeza.Como diria Nietzsche, o ser humano evita o desprazer e busca o prazer, independente da moral.
Outra coisa curiosa é que a solidão geralmente tem a ver com amor. É sempre o amor o personagem principal e a solidão seu coadjuvante na tragédia da vida, que se desenrola no dia-a-dia.O solitário o é por causa do amor, não correspondido, inexistente ou até mesmo por falta de afeto, carinho e atenção desse amor, mesmo existente e presente.
Eu me surpreendo cada dia que passa com a solidão.Muitos ao invés de evitar a solidão, criam nela uma fuga, para traumas e sofrimentos passados.Vivem só e se dizem felizes, mesmo sendo apenas no exterior social, nossa famosa casca social, que sem ela geralmente fica impossível conviver.Uma casca que é um misto de tolerância, hipocrisia e cinismo.
Solidão, o conforto dos traumatizados, a sina dos apaixonados e o destino daqueles que ousam questionar sua casca.
A solidão não é o estar sozinho, pois estar só pressupõe-se que não há mais ninguém em volta e geralmente é ou uma opção ou uma imposição.
Já estar na solidão implica um não-relacionamento, mesmo havendo outros em volta do solitário.Um solitário sozinho é um eremita em sua caverna de concreto.
Solidão... algo tão temido, muitas vezes evitado a todo custo, mas que sempre persegue o ser pensante, nesse nosso momento histórico.A grande sina dos poetas que falam do amor.Me recorde da música "Triste" que começa assim, "Triste é viver na solidão"
Me questiono porque a solidão e a tristeza andam quase sempre lado a lado.Como irmãos.
A solidão faz pensar, dói na alma, faz sofrer, e isso gera tristeza.Como diria Nietzsche, o ser humano evita o desprazer e busca o prazer, independente da moral.
Outra coisa curiosa é que a solidão geralmente tem a ver com amor. É sempre o amor o personagem principal e a solidão seu coadjuvante na tragédia da vida, que se desenrola no dia-a-dia.O solitário o é por causa do amor, não correspondido, inexistente ou até mesmo por falta de afeto, carinho e atenção desse amor, mesmo existente e presente.
Eu me surpreendo cada dia que passa com a solidão.Muitos ao invés de evitar a solidão, criam nela uma fuga, para traumas e sofrimentos passados.Vivem só e se dizem felizes, mesmo sendo apenas no exterior social, nossa famosa casca social, que sem ela geralmente fica impossível conviver.Uma casca que é um misto de tolerância, hipocrisia e cinismo.
Solidão, o conforto dos traumatizados, a sina dos apaixonados e o destino daqueles que ousam questionar sua casca.
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