Mostrando postagens com marcador independencia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador independencia. Mostrar todas as postagens

26 de set. de 2008

Sobre a Independência (Pessoal)

Agora, pretendo discorrer sobre a independência pessoal.

Primeiramente, é preciso definir em que consiste esse pessoal.No momento, vou excluir a parte material, como morar sozinho, ter seu dinheiro e etc.

Falo de independência Emocional.

As emoções, são , juntamente com nosso lado racional, o motor humano de ações.Porêm, nossa emoções dependem de fatores externos, fatos que ocorrem fora do nosso controle, pensamentos que surgem sem nosso consentimento.Consequentemente, nossas ações dependem deste misto de racionalização e emoção.E até que ponto podemos-nos ver livres do domínio externo em relação a emoções?É possivel ser independente emocionalmente?

Eu, pessoalmente, não creio nisso.O único ser que me vem a mente quando penso nisso, seria um hermitão, um sábio.Aquele que vive sozinho, sem contato com nenhum outro ser. O que, técnicamente, é praticamente impossivel.

Mas há um certo grau de independência que efetivamente é possivel atingir.A indiferença é um caminho, indiferença a certas ações, emoções, ao externo.Mas a reação mais natural do ser humano é justamente a negação, o que torna a indiferença um caminho racional, logo, nossa emoção ainda é o motor da negação e consequentemente nos prende aos fatores externos.

Ou será uma lógica muito dura? emocionalmente não sei...

31 de ago. de 2008

Sobre a independencia(capital)

Ando a pensar sobre a independência... focando em dois pontos diferentes, o primeiro em relação ao capital, e um segundo focado na independência emocional e pessoal.A segunda não cabe muito bem aqui, pois então ficarei fixo a minhas ideias marxistas sobre capital.

O dinheiro tem uma história longa, em relação a vida humana em sociedade, desde os tempos das moedas de troca(vinho por um casaco, como exemplo dado em "História da riqueza do homem, de Leo Hubberman").A consequente criação de uma "moeda" de troca, onde tudo fica "padronizado" em valores baseados nesse papel, sem dúvida foi um avanço fantástico, economicamente falando.O problema se criou tanto no mercantilismo(época que começou a brotar os economistas e teorias económicas) quanto nas revoluções posteriores.Basicamente Karl Marx , em sua obra "O Capital" fala especificamente desse problema em relação ao dinheiro, no caso o lucro.Marx demonstra o seguinte:

1-O lucro aumenta a medida que o mercado aumenta
2-O mercado é definido pelos salários do proletariado
3-O lucro diminui a medida que se aumenta o salário

Ai está, basicamente , o problema do capitalismo, que entra em crises pois a valorização da moeda é instável, assim como os mercados consumidores, em função da produção e do investimento bancário.E que me venham chamar de comunista, não o sou, na minha opinião, a Rússia apenas não deu "certo", pois priorizaram os bens errados, a pressa foi a inimiga da revolução, juntamente com a ditadura do governo.A Rússia não se tornou comunista, e sim criou um população de proletários e um governo burguês, que detém todo o capital.E como o homem não é nem bom nem mal, pois pendemos para os dois lados, a corrupção é fato.Não há comunismo de verdade no mundo hoje.

A única forma a meu ver para a independência humana do capital é , exatamente como o comunismo de Marx sugere, a planificação da economia, porem está mesma só é possível após o completo amadurecimento da industria e do comércio internacional de todo o planeta.Assim há o suficiente de meio para subsistência da população humana, alem de tecnologia e acesso a mesma.Porem, a ultra-individualidade, tão presente neste nosso período moderno-quase-pós-moderno, herança de nosso ancestrais capitalistas, há de tentar impedir por décadas, ou mesmo séculos, até que seja possível essa mudança.Concordo com Marx. que a mudança apenas ocorre através da revolução.Não vou detalhar o processo revolucionário, pois Marx já o fez, nem dizer como seria a sociedade planificada pelo mesmo motivo.O socialismo é realmente plausível até mesmo pela experiência russa e Cubana em alguns pontos sociais e de desenvolvimento.

Mas deixo aqui a minha triste visão sobre o assunto.

É provável que nos matemos-nos uns aos outros, pelo dinheiro e pelo lucro, antes que consigamos atingir esse estado.