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1 de ago. de 2010

Do fundo do baú

Achei um pequeno textomeu , no fundo do baú, sobre uma transcrição que me foi enviada a tempos.

"Retrata, puramente, o equilíbrio entre o pensar e o agir...quando se pensa demais, não há ação, e quando se age demais, não se mede as consequencias. A vida é tanto pensar, quanto agir, o problema é a dosagem de cada ingrediente. O mesmo vale ao possuir. Mas já o sentir, pessoalmente, me cai em outra opinião. O sofrer, o chorar, o amar...todos são sentimentos, faces, de um uno...que é o ente. Nos somos, a medida que sentimos. O sentir é a essencia da vida material, finita, artística e intensa. Sem amar, sem sofrer, a vida não tem razão. Ser verdadeiramente sábio, apenas é constatar que a vida é feita para ser vivida, da forma como é...sendo inegavel a necessidade do sofrimento, para dar medida a sua antígona parceira, a alegria. O paradoxo é apenas superficial. Odiar e Amar, Dor e Prazer, Alegria e Tristeza, só tem sua justa medida quando se contrapõem. A medida do sentimento é o próprio sentimento...vejo ele como algo uno, circular, esférico, contido em si, num invólucro individual chamado ser. E assim, nascemos, somos, seremos, e enfim, morreremos."

25 de mar. de 2008

Sobre o amor

Ah, o amor... algo tão intenso e misterioso, que palavras não descrevem com perfeição, mas um simples olhar já o demonstra.Se pode escrever o quanto quiser sobre o amor, e apenas os seres que já o provaram haverão de compreende-lo.Há um citação interessante sobre ele "O Amor é afim à transcendência;não senão outro nome para o impulso criativo e como tal carregado de riscos, pois o fim de uma criação nunca é certo" (Zygmunt Bauman; Amor Líquido, pág 21). Tantos artistas escrevem, pintam, cantam, criam sobre ele, uns de forma mais frugal, outros levianamente, alem dos profundos e dos medíocres.Mas todos giram em torno do impulso criativo.

Uma cena clássica.O Rapaz escreve poemas a amada, seja ela idealizada, ou real.
Esse impulso criativo, pode vir-a-ser por exemplo um filho, ou manifestar-se como uma música, um quadro, um soneto.O ato de criar é em si um ato de amor.

A benevolência(bem-querer) é uma das principais características do amor.Ninguém haveria de querer mal a uma criação sua, pois assim quer mal a parte de si mesmo; e incluo em criações, o sentimento "amor" e o "paixão" , que são sentimentos individuais criados por um individuo, já que a reciprocidade do amor nem sempre (ou diria quase sempre) está presente.

Há infindáveis formas de amor.O amor doente, possessivo, o amor paternal e maternal, o fraternal, a um amigo ou pessoa próxima, o amor carnal, envolto de desejo e o amor desinteressado, leve, onde a benevolência e a atenção são marcas registradas
Esse é o amor mais puro, que eu como ser humano, conheço neste momento.

O amor em si, como sentimento, é um grande propulsor de ações, ele é a força motriz de toda a revolução, de toda a mudança que este mundo um dia há de passar.E não há sensação mais maravilhosa do que amar e ser amado.Mas não devemos confundir amor com felicidade... já que são coisas complementares, porém diferentes em seu âmago.O amor é nutrido a algo, é direcionado tanto pra fora quanto pra dentro de um ser, melhor, é direcionado de dentro pra fora do ser, mesmo que o amor nutrido seja o amor-próprio, que é amar sua própria imagem, algo que está "fora" do nosso ser, já que, como imagem é apenas uma projeção.

Há tanto mais a dizer sobre o amor, mas as palavras nunca serão suficientes.Nem qualquer outra forma de expressão, senão a própria ação do ser que ama ao ser amado.