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14 de mar. de 2009

Sobre a falta de tempo (viva a sexta-feira)



A falta de tempo. Sempre falta tempo...nunca há suficiente para se fazer tudo.As vezes passa e não se acaba fazendo nada.Porque essa pressão tão grande...essa pressa tão intensa.

Dizei, os sábios contemporâneos, magnatas do capitalismo, barões do petróleo e gente afim, graduada, "entendida" , "vencedores", que o tempo tem que ser administrado. Mas afinal... como se administra o tempo? como falta tempo?

Honestamente falando, o tempo é fluxo...contínuo, pelo menos no macrocosmo que vivemos, sem velocidades da luz por enquanto aqui.E o que sofremos não é a falta dele, nem a má administração do mesmo. Sofremos com o excesso de atividades, com a incrível quantidade de trabalho dispensável e estúpido que despendemos como meras engrenagens na vida cotidiana. O tempo se esvai com futilidades.

E nem só de futilidades se vive a vida. Na realidade, nessa rotina insana, moderna, depressa...nem dá tempo para as futilidades...a "nova modernidade" chegou com sua velocidade acelerada e nos leva só no arrasto.

Mas como ninguém é pago para pensar, refletir ou criar de forma sincera...vamos rodando as engrenagens desse mundo mundano, sem graça, fútil e inútil, vil e execrável com nosso precioso tempo dizendo.....até o fim de semana.

31 de ago. de 2008

Sobre a independencia(capital)

Ando a pensar sobre a independência... focando em dois pontos diferentes, o primeiro em relação ao capital, e um segundo focado na independência emocional e pessoal.A segunda não cabe muito bem aqui, pois então ficarei fixo a minhas ideias marxistas sobre capital.

O dinheiro tem uma história longa, em relação a vida humana em sociedade, desde os tempos das moedas de troca(vinho por um casaco, como exemplo dado em "História da riqueza do homem, de Leo Hubberman").A consequente criação de uma "moeda" de troca, onde tudo fica "padronizado" em valores baseados nesse papel, sem dúvida foi um avanço fantástico, economicamente falando.O problema se criou tanto no mercantilismo(época que começou a brotar os economistas e teorias económicas) quanto nas revoluções posteriores.Basicamente Karl Marx , em sua obra "O Capital" fala especificamente desse problema em relação ao dinheiro, no caso o lucro.Marx demonstra o seguinte:

1-O lucro aumenta a medida que o mercado aumenta
2-O mercado é definido pelos salários do proletariado
3-O lucro diminui a medida que se aumenta o salário

Ai está, basicamente , o problema do capitalismo, que entra em crises pois a valorização da moeda é instável, assim como os mercados consumidores, em função da produção e do investimento bancário.E que me venham chamar de comunista, não o sou, na minha opinião, a Rússia apenas não deu "certo", pois priorizaram os bens errados, a pressa foi a inimiga da revolução, juntamente com a ditadura do governo.A Rússia não se tornou comunista, e sim criou um população de proletários e um governo burguês, que detém todo o capital.E como o homem não é nem bom nem mal, pois pendemos para os dois lados, a corrupção é fato.Não há comunismo de verdade no mundo hoje.

A única forma a meu ver para a independência humana do capital é , exatamente como o comunismo de Marx sugere, a planificação da economia, porem está mesma só é possível após o completo amadurecimento da industria e do comércio internacional de todo o planeta.Assim há o suficiente de meio para subsistência da população humana, alem de tecnologia e acesso a mesma.Porem, a ultra-individualidade, tão presente neste nosso período moderno-quase-pós-moderno, herança de nosso ancestrais capitalistas, há de tentar impedir por décadas, ou mesmo séculos, até que seja possível essa mudança.Concordo com Marx. que a mudança apenas ocorre através da revolução.Não vou detalhar o processo revolucionário, pois Marx já o fez, nem dizer como seria a sociedade planificada pelo mesmo motivo.O socialismo é realmente plausível até mesmo pela experiência russa e Cubana em alguns pontos sociais e de desenvolvimento.

Mas deixo aqui a minha triste visão sobre o assunto.

É provável que nos matemos-nos uns aos outros, pelo dinheiro e pelo lucro, antes que consigamos atingir esse estado.