E, hoje, leio algo na Wikipédia que me chama a atenção
"Os críticos temem que blogs não respeitam o copyright ou tenham credibilidade como fonte de notícia à sociedade"
E ai que me ocorreu a ideia de falar sobre a propriedade privada e mais especificamente, da propriedade intelectual.
É de conhecimento quase geral que o "copyright" (literalmente, direito de cópia) "protege" uma obra, seja ela de qual âmbito for, de possíveis plágios e cópias não autorizadas, e são autorizadas mediante os famosos royalties (dinheiro pago pelo uso de "produto" alheio mediante autorização).É a criação comercializada como produto de gôndola. Quase toda a obra cultural humana pode ser submetida ao copyright, músicas, filmes, livros, artigos científicos...todo o tipo de produção intelectual.
Feita essa introdução, vamos ao seu oposto. Usando como fonte a wikipedia, o copyleft é, em oposição ao copyright, resumidamente liberar o uso, manipulação, alteração, e/ou veiculação da produção intelectual.E a intenção é das melhores, deixar livre a outras pessoas que acrescentem a uma obra mais algum valor ou melhoria.
Agora, levando em conta nossos antagônicos copy "left" e "right", vemos que o "dono" de uma obra apenas o é por te-la criado. E é dono de algo virtual, inexistente no mundo físico, no máximo como um CD , DVD (ou blue-ray, mas os mais high-techs) ou uma folha de papel escrita com tinta vagabunda. O abstrato é a obra em sí, e não seu meio físico, logo restringir uma cópia de um CD de música é algo estúpido, pois está se copiando a mídia, e não plagiando a criação de alguém... do ponto de vista de mercado, apenas está fazendo uma gravadora/estúdio de cinema/etc mais pobre do que já estão com a internet hoje em dia.O autor nunca recebe os royalties em sua totalidade ou sequer recebe-os.
E agora chegamos no clímax de hoje: A pirataria
A pirataria tradicional existe a muitos séculos...desde que o homem navegou nos mares, rios e oceanos. Há texto antigos fazendo referencia a piratas chineses no século 5 a.c. que atacavam embarcações mundo afora...da mesma forma que os somalis estavam fazendo até poucos meses atrás.E com a popularização da internet, a pirataria digital também entrou no páreo. Pode se olhar que se está destruindo o mercado...e blah blah blah, mas se faz arte antes dela virar mercadoria, um problema corrente hoje.A propósito, pode-se substituir 'arte" por obra intelectual em qualquer parte deste texto, já que neste caso gozam de mesmo princípio. O problema dos direitos sobre uma propriedade é o fato dela se tornar mercadoria. Um artigo científico, uma música, não são mercadorias, mas são comercializadas como tal. Um músico não cria uma música BOA, DE QUALIDADE , E COM ESSÊNCIA, pensado em vende-la. Pode sim, criar músicas com uma intenção especifica, mas se for apenas um produto, deixa de ser arte.Assim como um cientista faz uma descoberta, escreve um artigo, com o fim de esclarecer o mundo com relação a seu assunto de pauta, e não para vender a patente de uma descoberta para uma empresa.
Certos conhecimentos deveriam ser de uso-fruto comum, e se possível, melhorado pela comunidade global. Essa é a ideia por trás da Wikipédia, de softwares livre como o firefox (browser da internet) e de todo o tipo criação que se veicula pelo meio eletrônico através do copyleft. A cultura democratizada, o acesso a mesma, é a essencia dos piratas virtuais hoje.
E quem nunca baixou um mp3, que atire a primeira pedra, ou me empreste sua mansão para uma festa, porque haja dinheiro.
3 de fev. de 2009
11 de jan. de 2009
Sobre as relações afetivas ou A tragédia líquida
É incrível, a liquidez das relações nos dias de hoje. Em um instante, tudo flores, em outro, adeus. Essa é a forma de se relacionar do ser humano atual.
A ultra-individualização é, juntamente com a quantidade absurda de informação, a grande responsável por essas relações fúteis, superficiais, que se desfazem na mesma velocidade a qual se criam, quase que instantaneamente. E isso gera sofrimento, e com isso, o drama, o trágico.
Neste nosso mundo caótico (aspecto dionisíaco), nada mais natural que a ultra-individualização (este, um aspecto apolíneo) da nossa população e modo de vida. A vida, hoje, reproduz sem a beleza da arte, sem o coro dos sátiros, a tragédia grega. Uma tragédia sem essência, sem recheio, sem razão. Agimos, tolos, como atores e ao mesmo tempo expectadores da grande tragédia chamada vida. E a única redenção, é a morte, seja segundo o existencialismo (Sartre) , o Budo (código de honra japonês) ou qualquer outro tipo de corrente de pensamento que sirva à carapuça.
Devemos, nesta tragédia líquida, identificar quais os elementos que a compõe. As relações de poder socio-cultural e econômico, a individualização do ser, com a consequente indiferença crescente entre homens. A busca pela emoção forte, pela velocidade, pelo radical, pela intensidade, e cada vez mais distante fica a contemplação de nossa existência. Há uma busca incessante por sentimentos cada vez mais fortes...como uma droga em seu mais forte poder viciante, pedindo doses cada vez maiores.Nossos desejos por intensidade são assim como heroína, não basta mais apenas um pico. E, a contemplação, a admiração da existência, do mundo, do próprio amor que a cria, segue em baixa neste nosso século que começou. Sendo está, a essencia do coro sátiro.A ultra-individualização é, juntamente com a quantidade absurda de informação, a grande responsável por essas relações fúteis, superficiais, que se desfazem na mesma velocidade a qual se criam, quase que instantaneamente. E isso gera sofrimento, e com isso, o drama, o trágico.
Neste nosso mundo caótico (aspecto dionisíaco), nada mais natural que a ultra-individualização (este, um aspecto apolíneo) da nossa população e modo de vida. A vida, hoje, reproduz sem a beleza da arte, sem o coro dos sátiros, a tragédia grega. Uma tragédia sem essência, sem recheio, sem razão. Agimos, tolos, como atores e ao mesmo tempo expectadores da grande tragédia chamada vida. E a única redenção, é a morte, seja segundo o existencialismo (Sartre) , o Budo (código de honra japonês) ou qualquer outro tipo de corrente de pensamento que sirva à carapuça.
Vivemos uma tragédia grega, sem o mais importante na tragédia em sí...A união entre o coro e o público.
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Zygmunt Bauman
7 de jan. de 2009
Sobre o modo de vida e a pos-modernidade
A fumar um cigarro, a tomar uma cerveja às 00:54 de uma quarta-feira, me pego refletindo sobre um tema extremamente pertinente.
Como as pessoas, nossos contemporâneos deste período de transição entre a idade contemporânea e pós-moderna, são adeptos de extremos. Raros são os que se mantém vivendo nesta vida aproveitando-a, e não pondo a mesma em risco, em função de excessos, e não acho necessário cita-los.E , como outra face da moeda, há aqueles que não aproveitam a vida. Podemos chama-los de "certinhos" "caretas" ou qualquer adjetivo de cunho pejorativo para almofadinha. Ambos são frutos de certas características pós-modernas, como o ultra-individualismo , o medo generalizado e a liquidez das relações interpessoais.
Vejo certas atitudes necessárias perante a vida. Correr riscos, pensar mais coletivo, criar vínculos duradouros ou intensos, melhor ainda, ambos. Todas, atitudes escassas na sociedade hoje. As pessoas hoje vivem reclusas em suas moradias ou pior ainda vivem reclusas em um mundo de ilusões, de aparência, de sonhos lisérgicos. O medo atinge todas as esferas, vivemos na ditadura do medo. O medo do outro, o medo irracional que nosso semelhante, membro da nossa espécie, irmão perante muitas religiões, é deveras estúpido e nefasto. O medo das relações, pois elas hoje se dão de forma supérflua, superficial, não se quer deixar-se descobrir e descobrir o outro, onde sequer há espaço para uma paixão avassaladora, que cria certos excessos mas não em exagero, não a ponto de por vidas ou objetivos em risco. Medo esse, que gera paranóia coletiva, com a violência, com a rua, com o outro.
Outro ponto interessante desse nosso momento histórico atual é o trabalho. Com a dominação burguesa sobre a sociedade global, vivemos na cultura do consumo, e consequentemente aquele que não produz trabalho(no sentido marxista da palavra) é desvalorizado. As artes,de forma pura e até mesmo a ciência pura, foi posta em segundo plano. O importante é consumir bens, sejam necessários ou não. Até mesmo a arte, já decadente desde o fim da tragédia grega, se esmigalhou e se transformou em algo que Nietzsche nunca sonharia: Um produto e gôndola. O próprio homem teórico, hoje se torna homem capital, nossa sociedade passou de valores helênicos a alexandrinos a valores de burgos. A produção intelectual se tornou mercadoria fina, bem de luxo a uns poucos.
A tanto mais a se falar, a se bradar aos quatro ventos, sobre como nosso mundo é medíocre e retrógrado, mas será que ainda há "espíritos livres" , que me ouçam? Melhor ainda, que me entendam?
Como as pessoas, nossos contemporâneos deste período de transição entre a idade contemporânea e pós-moderna, são adeptos de extremos. Raros são os que se mantém vivendo nesta vida aproveitando-a, e não pondo a mesma em risco, em função de excessos, e não acho necessário cita-los.E , como outra face da moeda, há aqueles que não aproveitam a vida. Podemos chama-los de "certinhos" "caretas" ou qualquer adjetivo de cunho pejorativo para almofadinha. Ambos são frutos de certas características pós-modernas, como o ultra-individualismo , o medo generalizado e a liquidez das relações interpessoais.
Vejo certas atitudes necessárias perante a vida. Correr riscos, pensar mais coletivo, criar vínculos duradouros ou intensos, melhor ainda, ambos. Todas, atitudes escassas na sociedade hoje. As pessoas hoje vivem reclusas em suas moradias ou pior ainda vivem reclusas em um mundo de ilusões, de aparência, de sonhos lisérgicos. O medo atinge todas as esferas, vivemos na ditadura do medo. O medo do outro, o medo irracional que nosso semelhante, membro da nossa espécie, irmão perante muitas religiões, é deveras estúpido e nefasto. O medo das relações, pois elas hoje se dão de forma supérflua, superficial, não se quer deixar-se descobrir e descobrir o outro, onde sequer há espaço para uma paixão avassaladora, que cria certos excessos mas não em exagero, não a ponto de por vidas ou objetivos em risco. Medo esse, que gera paranóia coletiva, com a violência, com a rua, com o outro.
Outro ponto interessante desse nosso momento histórico atual é o trabalho. Com a dominação burguesa sobre a sociedade global, vivemos na cultura do consumo, e consequentemente aquele que não produz trabalho(no sentido marxista da palavra) é desvalorizado. As artes,de forma pura e até mesmo a ciência pura, foi posta em segundo plano. O importante é consumir bens, sejam necessários ou não. Até mesmo a arte, já decadente desde o fim da tragédia grega, se esmigalhou e se transformou em algo que Nietzsche nunca sonharia: Um produto e gôndola. O próprio homem teórico, hoje se torna homem capital, nossa sociedade passou de valores helênicos a alexandrinos a valores de burgos. A produção intelectual se tornou mercadoria fina, bem de luxo a uns poucos.
A tanto mais a se falar, a se bradar aos quatro ventos, sobre como nosso mundo é medíocre e retrógrado, mas será que ainda há "espíritos livres" , que me ouçam? Melhor ainda, que me entendam?
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24 de nov. de 2008
Sobre a cultura de massa
As vezes fico me questionando sobre tudo que faço, penso e crio. Não vejo respaldo para com minhas idéias e ideais, sou muito velho pros jovens e muito moderno(o termo correto seria pós-contemporâneo, mas fica mais inteligível moderno ) para os jovens.
Talvez porque não faço parte do que se chama "cultura de massa" ou "cultura popular tele-radiofônica". Acho toda a forma de expressão válida, e como artista procuro compreender a essência de toda música, só para contar um exemplo.Mas me vem um "tem que valer na cama, pro gozo vira lama" ou um "crew crew crew" e me quebra no meio. É nítido que o conteúdo sexual da música move montanhas, ainda mais em uma linguagem popular a qual é compreendida por todos, quase sem exceção. Agora, por que a banalização do sexo? Há formas de expressão popular muito mais legítimas do que apenas cantar ou "rimar" uma verborragia esdruxula ao sexo, como os sambas de Cartola, Noel Rosa , Ismael Silva, ou os poemas de vinicius, carregados de sexualidade em sua segunda fase, mais "popular".
Posso até fazer o discurso de que é a expressão do povo, e blah blah blah, mas não é. O povo não se expressa. O indivíduo que se expressa e posso assegurar que se ouve (ele) por falta de opção. As músicas desses "artistas" são exatamente como um absorvente, descartavel. As ouvimos pelos carros de som nas ruas (que em nada se assemelham aos Sound Systems jamaicanos, verdadeiros propagadores de cultura e música), e em questão de dois ou três meses, já não ouvimos mais, já foram substituídas por outras de igual vazio músical.
O famoso jabá, é o responsável por essa massificação e planificação cultural. Se o povo tivesse acesso, não ouviria cartola? ou vinicius? ou até mesmo sinatra? ou outros artistas novos, como eu, que se esforçam para criar músicas audíveis e de qualidade?
Eu estou cansado dessa cultura do sexo, da violência, do medo e da opressão. O artista do funk, tem muito mais a falar do que a ladainha sexual ou apológica ao tráfico. O pagodeiro pode muito bem falar de amor, mas sem usar os cliches mais velhos ou simples do mundo da música. Se ele tem dinheiro pra um pandeiro ou um repique, pode comprar um dicionário de rimas. O rapper, pode juntar ambos os argumentos anteriores, o tema e a forma.
Afinal, falta a "aculturação" do povo em sua própria cultura, tão rica e cheia de sabores, que é nosso querido Brasil. A cultura do Brasil é estrangeira ao seus donos mais legítimos, os próprios brasileiros.
Como são pobres os brasileiros, pobres de sua cultura.
Talvez porque não faço parte do que se chama "cultura de massa" ou "cultura popular tele-radiofônica". Acho toda a forma de expressão válida, e como artista procuro compreender a essência de toda música, só para contar um exemplo.Mas me vem um "tem que valer na cama, pro gozo vira lama" ou um "crew crew crew" e me quebra no meio. É nítido que o conteúdo sexual da música move montanhas, ainda mais em uma linguagem popular a qual é compreendida por todos, quase sem exceção. Agora, por que a banalização do sexo? Há formas de expressão popular muito mais legítimas do que apenas cantar ou "rimar" uma verborragia esdruxula ao sexo, como os sambas de Cartola, Noel Rosa , Ismael Silva, ou os poemas de vinicius, carregados de sexualidade em sua segunda fase, mais "popular".
Posso até fazer o discurso de que é a expressão do povo, e blah blah blah, mas não é. O povo não se expressa. O indivíduo que se expressa e posso assegurar que se ouve (ele) por falta de opção. As músicas desses "artistas" são exatamente como um absorvente, descartavel. As ouvimos pelos carros de som nas ruas (que em nada se assemelham aos Sound Systems jamaicanos, verdadeiros propagadores de cultura e música), e em questão de dois ou três meses, já não ouvimos mais, já foram substituídas por outras de igual vazio músical.
O famoso jabá, é o responsável por essa massificação e planificação cultural. Se o povo tivesse acesso, não ouviria cartola? ou vinicius? ou até mesmo sinatra? ou outros artistas novos, como eu, que se esforçam para criar músicas audíveis e de qualidade?
Eu estou cansado dessa cultura do sexo, da violência, do medo e da opressão. O artista do funk, tem muito mais a falar do que a ladainha sexual ou apológica ao tráfico. O pagodeiro pode muito bem falar de amor, mas sem usar os cliches mais velhos ou simples do mundo da música. Se ele tem dinheiro pra um pandeiro ou um repique, pode comprar um dicionário de rimas. O rapper, pode juntar ambos os argumentos anteriores, o tema e a forma.
Afinal, falta a "aculturação" do povo em sua própria cultura, tão rica e cheia de sabores, que é nosso querido Brasil. A cultura do Brasil é estrangeira ao seus donos mais legítimos, os próprios brasileiros.
Como são pobres os brasileiros, pobres de sua cultura.
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19 de nov. de 2008
Novo Blog
Criei um blog novo, especialmente para postar algumas poesias e músicas.
No meio a ideia (nomeioaideia.blogspot.com)
A medida que for achando, escrevendo e criando, vou postando.
No meio a ideia (nomeioaideia.blogspot.com)
A medida que for achando, escrevendo e criando, vou postando.
Sobre o Artista
Seria muita pretensão falar de algo que se tenta ser?
O artista é o transformador...o codificador...aquele que passa sua mensagem através de uma expressão estética que provoque uma reação emocional no observador,no público, no outro.
A natureza da reação, bem como sua proporção e direção, não cabe ao artista nem a obra de arte em-si, apenas ao observador. Agora, de que forma é possivel que ocorra essa reação? Quais os mecanismos estéticos que o artista utiliza para provocar a reação?Ou melhor, como dar forma a mensagem, como delimitar o significado do belo, e por consequencia, parte da reação do outro?
Há várias formas de criar, em buscar o belo, não no sentido usual, mas no sentido estético da palavra. Tem aqueles que buscam algo que agrade os sentidos, os que buscam o choque do mesmo, outros que buscam uma reação específica. Mas tudo parte do mesmo lugar, do próprio artista.
E, afinal, a pergunta surge... não o que é o artista, mas sim quem. Pois a obra de arte, mesmo pertencente a um grupo ou apenas a um indivíduo, é a soma da intenção juntamento com todo o experiência adquirida no decorrer de sua vida. E por experiência, me refiro a todo e qualquer fato, ato, posição ou qualquer coisa que possa influenciar de algum modo, por qualquer que seja, o âmago de um ser. A própria observação, pode desencadear o processo criativo. E é baseado nisso, em outras palavras em sí mesmo...que surge o artista.Pois toda arte é amor, amor-próprio.
O artista é o transformador...o codificador...aquele que passa sua mensagem através de uma expressão estética que provoque uma reação emocional no observador,no público, no outro.
A natureza da reação, bem como sua proporção e direção, não cabe ao artista nem a obra de arte em-si, apenas ao observador. Agora, de que forma é possivel que ocorra essa reação? Quais os mecanismos estéticos que o artista utiliza para provocar a reação?Ou melhor, como dar forma a mensagem, como delimitar o significado do belo, e por consequencia, parte da reação do outro?
Há várias formas de criar, em buscar o belo, não no sentido usual, mas no sentido estético da palavra. Tem aqueles que buscam algo que agrade os sentidos, os que buscam o choque do mesmo, outros que buscam uma reação específica. Mas tudo parte do mesmo lugar, do próprio artista.
E, afinal, a pergunta surge... não o que é o artista, mas sim quem. Pois a obra de arte, mesmo pertencente a um grupo ou apenas a um indivíduo, é a soma da intenção juntamento com todo o experiência adquirida no decorrer de sua vida. E por experiência, me refiro a todo e qualquer fato, ato, posição ou qualquer coisa que possa influenciar de algum modo, por qualquer que seja, o âmago de um ser. A própria observação, pode desencadear o processo criativo. E é baseado nisso, em outras palavras em sí mesmo...que surge o artista.Pois toda arte é amor, amor-próprio.
26 de set. de 2008
Sobre a Independência (Pessoal)
Agora, pretendo discorrer sobre a independência pessoal.
Primeiramente, é preciso definir em que consiste esse pessoal.No momento, vou excluir a parte material, como morar sozinho, ter seu dinheiro e etc.
Falo de independência Emocional.
As emoções, são , juntamente com nosso lado racional, o motor humano de ações.Porêm, nossa emoções dependem de fatores externos, fatos que ocorrem fora do nosso controle, pensamentos que surgem sem nosso consentimento.Consequentemente, nossas ações dependem deste misto de racionalização e emoção.E até que ponto podemos-nos ver livres do domínio externo em relação a emoções?É possivel ser independente emocionalmente?
Eu, pessoalmente, não creio nisso.O único ser que me vem a mente quando penso nisso, seria um hermitão, um sábio.Aquele que vive sozinho, sem contato com nenhum outro ser. O que, técnicamente, é praticamente impossivel.
Mas há um certo grau de independência que efetivamente é possivel atingir.A indiferença é um caminho, indiferença a certas ações, emoções, ao externo.Mas a reação mais natural do ser humano é justamente a negação, o que torna a indiferença um caminho racional, logo, nossa emoção ainda é o motor da negação e consequentemente nos prende aos fatores externos.
Ou será uma lógica muito dura? emocionalmente não sei...
Primeiramente, é preciso definir em que consiste esse pessoal.No momento, vou excluir a parte material, como morar sozinho, ter seu dinheiro e etc.
Falo de independência Emocional.
As emoções, são , juntamente com nosso lado racional, o motor humano de ações.Porêm, nossa emoções dependem de fatores externos, fatos que ocorrem fora do nosso controle, pensamentos que surgem sem nosso consentimento.Consequentemente, nossas ações dependem deste misto de racionalização e emoção.E até que ponto podemos-nos ver livres do domínio externo em relação a emoções?É possivel ser independente emocionalmente?
Eu, pessoalmente, não creio nisso.O único ser que me vem a mente quando penso nisso, seria um hermitão, um sábio.Aquele que vive sozinho, sem contato com nenhum outro ser. O que, técnicamente, é praticamente impossivel.
Mas há um certo grau de independência que efetivamente é possivel atingir.A indiferença é um caminho, indiferença a certas ações, emoções, ao externo.Mas a reação mais natural do ser humano é justamente a negação, o que torna a indiferença um caminho racional, logo, nossa emoção ainda é o motor da negação e consequentemente nos prende aos fatores externos.
Ou será uma lógica muito dura? emocionalmente não sei...
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