20 de jan. de 2011

Repaginada

Depois de tanto tempo sem postar nada, resolvi dar uma repaginada no blog, e em breve estarei voltando a pelomenos 1 postagem por mês como no início.

Ideas e reflexões não faltam...apenas o tempo para exprimi-las é que se mantem pequeno, curto, ínfimo. As responsabilidades da "vida adulta", "responsável" , "socialmente aceita" juntamente com carga de trabalho diária nos colocam na usual rotina do trabalhador: de casa para o trabalho, do trabalho para casa( meu amigo Marx que o diga!). E isso gera menos contemplação, menos pensar, menos mudar, menos criar. Por exemplo, tenho trabalho pendente exatamente neste momento, e estou optando por escrever aqui. Todos temos escolhas, e pagamos um preço por nossas escolhas. E manter este ritmo de vida é um erro crasso, um caminhar por uma estrada sem espinhos, nem flores. É o avesso a tudo que acredito, a solidificação da vida, em oposição a nossa sociedade pós-moderna tão líquida, volúvel e inconsistente.

Espero furar-me e deliciar-me com as flores e os espinhos, do caminho que volto a trilhar, o meu caminho.

O caminho da reflexão e do pensamento.

1 de ago. de 2010

Do fundo do baú

Achei um pequeno textomeu , no fundo do baú, sobre uma transcrição que me foi enviada a tempos.

"Retrata, puramente, o equilíbrio entre o pensar e o agir...quando se pensa demais, não há ação, e quando se age demais, não se mede as consequencias. A vida é tanto pensar, quanto agir, o problema é a dosagem de cada ingrediente. O mesmo vale ao possuir. Mas já o sentir, pessoalmente, me cai em outra opinião. O sofrer, o chorar, o amar...todos são sentimentos, faces, de um uno...que é o ente. Nos somos, a medida que sentimos. O sentir é a essencia da vida material, finita, artística e intensa. Sem amar, sem sofrer, a vida não tem razão. Ser verdadeiramente sábio, apenas é constatar que a vida é feita para ser vivida, da forma como é...sendo inegavel a necessidade do sofrimento, para dar medida a sua antígona parceira, a alegria. O paradoxo é apenas superficial. Odiar e Amar, Dor e Prazer, Alegria e Tristeza, só tem sua justa medida quando se contrapõem. A medida do sentimento é o próprio sentimento...vejo ele como algo uno, circular, esférico, contido em si, num invólucro individual chamado ser. E assim, nascemos, somos, seremos, e enfim, morreremos."

17 de fev. de 2010

A falta de tempo, as preocupações, tudo conspira pra tomar de si mesmo o tempo de criar, refletir e analisar. Mas nada que não se possa lutar contra.

Este 2010 será especial, e mais postagens virão.

29 de ago. de 2009

音樂


"在音樂創建一種樂趣人性離不開。" (孔子)

"A música gera um tipo de prazer que a natureza humana não pode prescindir." (Confúcio)

A música é a mais subjetiva e efêmera, imediata, das belas artes. Sua manifestação, é , em uma só palavra, etérea . O que a leva a ser elevada como prazer necessário a humanidade? Se tem esse caracter imaterial e efêmero. Pelas vias de fato, não vejo resposta a esta pergunta. Mas há outro proverbio chinês, também de confúcio, que talvez elucide algo:

“更重要比知道答案,是要了解的問題。” (孔子)

"Mais importante que saber as respostas, é compreender as perguntas." (Confúcio)

5 de mai. de 2009

Sobre...contemplar


Contemplar...como me agrada! a magia dos pensamentos...sendo transados, pensados, vividos, corridos, através dos caminhos da mente. O simples refletir... recriar , arquitetar, raciocinar.

Contemplo o mundo... da forma mais pura...a lua, o sol, a grama... os pequenos animais, diúrnos, noturnos... contemplo a vida, o efêmero , o intenso, e o tranquilo, o pacífico e o aterrorizante. O cêu, com suas milhares de estrelas.

Contemplo...a mim mesmo, os atos, pensamentos, criações , medos , infantilidades , amores .

E sigo...e seguirei, na minha única ligação com o mundo. O ato de contemplar

14 de mar. de 2009

Sobre a falta de tempo (viva a sexta-feira)



A falta de tempo. Sempre falta tempo...nunca há suficiente para se fazer tudo.As vezes passa e não se acaba fazendo nada.Porque essa pressão tão grande...essa pressa tão intensa.

Dizei, os sábios contemporâneos, magnatas do capitalismo, barões do petróleo e gente afim, graduada, "entendida" , "vencedores", que o tempo tem que ser administrado. Mas afinal... como se administra o tempo? como falta tempo?

Honestamente falando, o tempo é fluxo...contínuo, pelo menos no macrocosmo que vivemos, sem velocidades da luz por enquanto aqui.E o que sofremos não é a falta dele, nem a má administração do mesmo. Sofremos com o excesso de atividades, com a incrível quantidade de trabalho dispensável e estúpido que despendemos como meras engrenagens na vida cotidiana. O tempo se esvai com futilidades.

E nem só de futilidades se vive a vida. Na realidade, nessa rotina insana, moderna, depressa...nem dá tempo para as futilidades...a "nova modernidade" chegou com sua velocidade acelerada e nos leva só no arrasto.

Mas como ninguém é pago para pensar, refletir ou criar de forma sincera...vamos rodando as engrenagens desse mundo mundano, sem graça, fútil e inútil, vil e execrável com nosso precioso tempo dizendo.....até o fim de semana.

3 de fev. de 2009

Sobre a propriedade intelectual (pirataria)

E, hoje, leio algo na Wikipédia que me chama a atenção

"Os críticos temem que blogs não respeitam o copyright ou tenham credibilidade como fonte de notícia à sociedade"

E ai que me ocorreu a ideia de falar sobre a propriedade privada e mais especificamente, da propriedade intelectual.

É de conhecimento quase geral que o "copyright" (literalmente, direito de cópia) "protege" uma obra, seja ela de qual âmbito for, de possíveis plágios e cópias não autorizadas, e são autorizadas mediante os famosos royalties (dinheiro pago pelo uso de "produto" alheio mediante autorização).É a criação comercializada como produto de gôndola. Quase toda a obra cultural humana pode ser submetida ao copyright, músicas, filmes, livros, artigos científicos...todo o tipo de produção intelectual.

Feita essa introdução, vamos ao seu oposto. Usando como fonte a wikipedia, o copyleft é, em oposição ao copyright, resumidamente liberar o uso, manipulação, alteração, e/ou veiculação da produção intelectual.E a intenção é das melhores, deixar livre a outras pessoas que acrescentem a uma obra mais algum valor ou melhoria.

Agora, levando em conta nossos antagônicos copy "left" e "right", vemos que o "dono" de uma obra apenas o é por te-la criado. E é dono de algo virtual, inexistente no mundo físico, no máximo como um CD , DVD (ou blue-ray, mas os mais high-techs) ou uma folha de papel escrita com tinta vagabunda. O abstrato é a obra em sí, e não seu meio físico, logo restringir uma cópia de um CD de música é algo estúpido, pois está se copiando a mídia, e não plagiando a criação de alguém... do ponto de vista de mercado, apenas está fazendo uma gravadora/estúdio de cinema/etc mais pobre do que já estão com a internet hoje em dia.O autor nunca recebe os royalties em sua totalidade ou sequer recebe-os.

E agora chegamos no clímax de hoje: A pirataria

A pirataria tradicional existe a muitos séculos...desde que o homem navegou nos mares, rios e oceanos. Há texto antigos fazendo referencia a piratas chineses no século 5 a.c. que atacavam embarcações mundo afora...da mesma forma que os somalis estavam fazendo até poucos meses atrás.E com a popularização da internet, a pirataria digital também entrou no páreo. Pode se olhar que se está destruindo o mercado...e blah blah blah, mas se faz arte antes dela virar mercadoria, um problema corrente hoje.A propósito, pode-se substituir 'arte" por obra intelectual em qualquer parte deste texto, já que neste caso gozam de mesmo princípio. O problema dos direitos sobre uma propriedade é o fato dela se tornar mercadoria. Um artigo científico, uma música, não são mercadorias, mas são comercializadas como tal. Um músico não cria uma música BOA, DE QUALIDADE , E COM ESSÊNCIA, pensado em vende-la. Pode sim, criar músicas com uma intenção especifica, mas se for apenas um produto, deixa de ser arte.Assim como um cientista faz uma descoberta, escreve um artigo, com o fim de esclarecer o mundo com relação a seu assunto de pauta, e não para vender a patente de uma descoberta para uma empresa.

Certos conhecimentos deveriam ser de uso-fruto comum, e se possível, melhorado pela comunidade global. Essa é a ideia por trás da Wikipédia, de softwares livre como o firefox (browser da internet) e de todo o tipo criação que se veicula pelo meio eletrônico através do copyleft. A cultura democratizada, o acesso a mesma, é a essencia dos piratas virtuais hoje.

E quem nunca baixou um mp3, que atire a primeira pedra, ou me empreste sua mansão para uma festa, porque haja dinheiro.